Altamiro-Avelino-da-Silva-001-238x300 (18/03/1935 – 28/02/2001)

Altamiro Avelino da Silva nasceu Minas Gerais, na cidade de Guicicema, no dia 18 de março de 1935, filho de José Avelino sa Silva e Armezinda Dias Ferraz.

Aos 7 anos veio com a família para a cidade de Santo Anastácio-SP e, logo depois, para Maringá, onde concluiu o curso primário no Colégio Visconde de Nácar e o curso ginasial no Colégio Gastão Vidigal.

Foi casado com a professora Rita Coutinho da Silva e teve um filho: Rui Braz da Silva.

Formou-se Técnico em Contabilidade pelo Colégio São Vicente Palotti de Maringá e licenciou-se em Letras Anglo-Portuguesas pela Fundação Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Jandaia do Sul, onde também concluiu os cursos de Literatura e Sociedade, e Fonética e Fonologia da Língua Inglesa.

Foi militar da Reserva da Polícia Militar do Paraná, acadêmico vitalício do Centro Cultural, Literário e Artístico de Gazeta de Felgueiras-Portugal; sócio fundador da União dos Escritores de Maringá, membro da União dos Trovadores do Brasil, um dos editores da extinta revista “Esparsos”, de Maringá; e membro fundador da Academia de Letras de Maringá, onde ocupou a cadeira nº 28, que tem como patrono Mário de Andrade, fazendo parte de sua primeira Diretoria.

Recebeu diplomas, troféus e medalhas de diversas entidades literárias de todo Brasil, entre as quais a Medalha de Ouro da União Brasileira de Escritores, em 1978, e o troféu Jubileu de Prata, quando venceu o Concurso de Trovas, no ano do Jubileu da cidade de Maringá.

É autor do Hino Oficial do Colégio João de Faria Pioli

Seus livros publicados são: “Raios de Sol”, em 1982; “Um Banho de Amor”, em 1985; “O Espelho da Vida”, em 1987; “Conversando com Deus”, em 1992; e “Paixão e Magia”, em 1998, que publicou com o pseudônimo Halt D’Havely.

Faleceu em 28 de fevereiro de 2001.

(15/02/1941 – 10/03/2008)

Ao longo de sua atuação literária, Antonio Facci publicou 13 obras: Mantenha acesa a chama da vida, Ex-passos, Do cio ao sombrio, Alento, Governadores – 30 anos, O soldado, Memórias de Prata, Queixas, Grafiteiro, Sem palavras, Parlamentar, Meus Passos no Leonismo e Paraíso e outros contos.

Com a mesma paixão, o mesmo carinho e a mesma competência dedicava-se à prosa e à poesia, deixando um legado importantíssimo para a literatura maringaense.

Além de ser membro fundador da Academia de Letras de Maringá, ocupando a Cadeira nº.20, que tem como patrono Humberto de Campos, e de ocupar o cargo de presidente da entidade de setembro de 2001 até seu falecimento em 10 de março de 2008, Antonio Facci também era titular da Cadeira nº.6 da Academia Brasileira de Leonismo, titular da Cadeira nº.20 da Academia Brasileira de Estudos e Pesquisas Literárias, patrono da cadeira nº.8 da Academia Umuaramense de Letras e Artes, e sócio da União Brasileira de Trovadores (UBT) – seção de Maringá.

Deixou dezenas de textos publicados em coletâneas, jornais e revistas literárias.

Detinha, ainda, várias honrarias na área literária: Medalha de Ouro, no Concurso de Contos promovido pela Revista Brasília, com o texto “Alípio e Isabel”; Medalha de Prata, no Concurso Nacional de Poesia promovido pela Revista Brasília, com o poema “Poros”; Diploma de Honra ao Mérito pelos serviços prestados à literatura nacional, outorgado pela Academia Goiânia de Letras; Medalha de Mérito Acadêmico pelos serviços prestados à literatura, outorgado pela Academia Brasileira de Estudos e Pesquisas Literárias; Medalha Juscelino Kubistchek de Oliveira, outorgada pela Academia Brasileira de Estudos e Pesquisas Literárias; Medalha de Mérito Cultural Arcádico – Euclides Pery Rodrigues, outorgado pela Arcádia de Artes e Ciências Estéticas do Rio de janeiro; entre outras.

Sétimo dos dez filhos de Vergílio Facci e de Maria Morroni, descendentes de italianos, nasceu no dia 15 de fevereiro de 1941, em Cedral – SP. Era Serventuário da Justiça. Ocupou uma vaga na Assembléia Legislativa nas legislaturas de 1975/1978 e de 1979/1982. Também foi vereador pela cidade de Maringá (1973/1976), tendo disputado a eleição para prefeito em 1982. Em 1973/1974 ele se licenciou da Câmara Municipal para ser o Presidente Fundador do SAOP – Serviço Autárquico de Obras e Pavimentação.

Homem público honrado que foi, obteve o reconhecimento daqueles que o elegeram, tanto que foi agraciado com os títulos de Cidadão Benemérito de Maringá, Cidadão Honorário de Floresta e Sarandi, e a menção de homenagem do Estado do Paraná.

Mesmo afastado da política de forma direta, nunca deixou de estar ligado à vida da comunidade, principalmente atuando como integrante do Lions Internacional, instituição da qual foi Governador do Distrito LD-6.

Tanto aqui deixou plantado que centenas de pessoas estiveram na Câmara Municipal velando seu corpo e dando-lhe o último adeus.

Como disse o confrade A. A. de Assis, “foi uma perda irreparável para esta cidade e uma saudade que ficará eterna no coração de todos nós que tivemos o privilégio de com ele conviver”.

(02/12/1931 – 10/02/2007)

Elidir D’Oliveira nasceu em Papanduva – SC, no dia 02 de dezembro de 1931. Médico, poeta, prosador, rotariano, era delegado da UBT em Ivatuba-PR e membro-fundador da Academia de Letras de Maringá, ocupando a cadeira nº. 31, que tem como patrono Olavo Bilac. Foi o primeiro presidente da seção da UBT de Maringá, fundada em 1967. Faleceu em Maringá, no dia 10 de fevereiro de 2007, aos 76 anos. Autor de Poeira de sonhos e Gilgamés – antes de Moisés, antes de Zaratustra.

emilio-germani1-300x288Cadeira nº. 26 – Patrono: Machado de Assis

O industrial aposentado Emílio Germani nasceu em Capinzal, no dia 22 de junho de 1917. Autor de Coletânea Rotária; Encruzilhadas (autobiografia) e “Fragmentos Históricos do Distrito 4630”; “Retalhos da Vida”, publicou grande número de artigos em boletins, jornais e revistas, inclusive da Associação Comercial e Industrial de Maringá (ACIM); redator de Boletins periódicos de informação rotária e ainda de outras publicações esparsas e de poesias.

SENTIMENTOS IMORTAIS

Nas andanças de minha longa existência,
Escutei de sábios amigos ancestrais
A lenda que guardei na consciência.
Da remota ilha dos sentimentos imortais.

Quase todos lá viviam, inclusive o Amor,
Numa vida calma, tranqüila e paradisíaca.
Mas o prenúncio de um furacão trouxe o terror,
Com medo da destruição o pânico ataca.
Cada sentimento tratou de fugir.
Ao fim deixaram apenas o Amor,
Que não teve como com eles partir;
Negaram-lhe carona com muita dor.
A Tristeza estava com o barco pleno de aflição,
No barco da Alegria nada mais cabia de contente,
A Avareza com o barco cheio com sua coleção.
Se o Amor ficasse, morreria certamente.

No desespero, um barco no horizonte apareceu,
Um velho ao leme aportou na ilha mansamente;
A esperança do Amor de repente renasceu,
Talvez pudesse se salvar finalmente.

Aproximando-se cansado e olhar cristalino,
Viu que o velho era o Tempo salvador,
Compreendeu a mensagem do destino
Que o Tempo jamais esquece um grande Amor.

*

PRECE PREVENTIVA

Só o Senhor sabe quando vai me chamar;
Ainda com tempo de lembrar minhas ilusões,
Enquanto sinto a beleza e o amor de aqui estar,
Vivendo as amizades da vida e as satisfações.

Dá-me ainda a oportunidade de fazer esta prece,
Na esperança de aplacar as culpas que cometi,
E alcançar o lugar que minha alma merece,
Grato pela misericórdia dos benefícios que recebi.

Senhor!
Agora que anotaste todos os erros meus,
Que extingui da juventude as ilusões.
Em Tua onipotência espero a graça de Deus, ,
Conservando toda a confiança e disposições.
Senhor!
Neste tempo de tantos desenganos que presenciei,
Ceticismos e desprezos dos valores morais,
Da boa fé e formação que da família herdei,
Deixo em Tuas Excelsas mãos meus instantes finais.

Senhor!
Agora que as forças começam a falhar,
Alerto o meu espírito e começo a raciocinar,
Embora me arrepie só de pensar,
Sei que quando Tu queres, a hora vai chegar,

Senhor!
Agora que aprendi a precariedade das coisas,
O limite das ambições e das lutas que vivera,
Reconheço minha pequenez e no meu ser sinto as brisas
Aguardando tranqüilo o destino que me espera.

Senhor!
Agora que já alcancei da vida o ponto audaz,
Com Elza constituí a família mais linda e querida,
Ajuda a mim e a ela envelhecermos em paz.
Suportar tudo, e receber de Ti a melhor acolhida.

Senhor!
Agora aumentam os cuidados ao meu redor
O constante zelo, o carinho e toda a atenção.
Advertindo sutilmente a minha consciência, o terror,
Que fatalmente meus derradeiros dias chegarão.
Senhor!
Agora com a vista turva e degenerada,
Pernas trôpegas, ouvidos moucos e vida dura,
Redobra minha força ao imprevisto dessa parada,
Ajuda-me tolerar com serenidade e fé segura.

Senhor!
Conceda-me a graça de não cair em atitudes avessas,
Não chorar o passado, nem duvidar do futuro,
Não perder o ânimo nem descrer de Tuas promessas,
Chegar digno e altivo ao termo que procuro.
Senhor!
Agora, sem saber quando e quem vai partir primeiro,
Entrego à Tua guarda meus amados familiares,
Bem assim cada confrade e confreira, amigos e companheiros,
A quem desejo felicidade total em suas ações e seus lares.

***

O VINHO

O sangue da terra é presença constante na casa do lavrador de origem italiana.

A recepção das visitas é sempre com uma bela jarra de vinho branco ou tinto, segundo a hora em que é servida.

Não há gaúcho italiano que não tenha seu vinho, não há vinho que não seja consagrado pelo suor e o trabalho dessa gente laboriosa de Caxias, Bento, Mato Perso e arredores, o ano inteiro zelando seu parreiral.

Nas refeições e nos momentos de descanso, festivos ou de alegres comemorações, sem escurecer os seus horizontes de esperança, o vinho nunca está só.

Em sua índole indomável e varonil, nos momentos de solidão ou melancolia, recordando a vida dura do começo, com a sanfona resfolegando melodias folclóricas, canta, bebe, brinda pelos feitos do passado, na esperança das realizações do futuro, das mulheres que amou, da casa que construiu e do vinho que nunca faltou.

As pendências desaparecem quando alegres bebem. Seja de manhã, de tarde ou à noite, reina alegria. Nada turva a harmonia da numerosa família.

O tinto ou o branco de Caxias ou de Bento, de aroma e sabor agradável, lembrando o amor e o trabalho árduo de sol a sol, anos e anos seguidos, cuidando a propriedade e criando os filhos, olhando para o futuro da vida digna que levam, para a consagração do pão e do vinho, ergueram-se altares em toscas ermidas.

O vinho na colônia italiana é a luz da vida, sob o fulgor das estrelas. Depois de um santo trabalho coletivo, de homens e mulheres decididos, o vinho é um personagem indispensável nas conversas e na harmonia ombro a ombro.

Bendito o vinho puro e caprichado, tradição da Serra Gaúcha!

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(03/05/1937 – 19/05/2002)

France Luz é natural de Cristina, Minas Gerais, e residiu no Estado do Paraná desde os oito anos de idade.

Formou-se em História pela Universidade Federal do Paraná e se tornou Bacharel em Direito pela Universidade Estadual de Maringá.

Cursou pós-graduação na área de História Social da Universidade de São Paulo, em nível de mestrado e doutorado.

Aposentou-se como professora do Estado do Paraná e da Universidade Estadual de Maringá.

Atuou como pesquisadora do CNPQ, desenvolvendo trabalho sobre a história da Universidade Estadual de Maringá.

Pesquisadora metódica, além de colaborar na consolidação do Departamento de História da UEM, contribuiu no processo de formação de jovens licenciados, igualmente entusiastas da pesquisa histórica regional.

Publicou a monografia de conclusão de curso de especialização em Direito do Trabalho e Direito Processual do Trabalho, sob o título “O Trabalho da Mulher no Direito Brasileiro”.

Sua dissertação de mestrado “O Fenômeno Urbano Numa Zona Pioneira: Maringá” constitui um clássico da historiografia local, referência obrigatória para aqueles que se preocupam em compreender um pouco da história regional. Transformada em livro, foi publicada em 1997.

France Luz viveu para a pesquisa e o magistério, não deixando filhos.

Faleceu em 19 de maio de 2002.

FRANCISCO-JORGE-RIBEIRO-293x300(04/07/1923 – 07/01/2008)

O empresário e poeta Francisco Jorge Ribeiro nasceu em Castelo Branco, Portugal, no dia 04 de julho de 1923.

Membro fundador da Academia de Letras de Maringá, ocupava a Cadeira nº. 16, que tem como Patrono Euclides da Cunha.

Francisco Jorge Ribeiro dedicou-se à poesia, especialmente ao gênero trova, desde sua participação na União dos Escritores Maringaenses (UEMA).

Abraçando o projeto destinado à fundação da Academia de Letras de Maringá, enquanto a saúde lhe permitiu jamais deixou de comparecer a uma reunião sequer, exercendo a função de tesoureiro durante seis anos.

Autor das obras: Anedotas populares sem pimenta; União faz a força: história do Centro Português; Trajetória de quatro grandes líderes mundiais; O Paraná histórico e geográfico; História de Maringá – Cidade Canção; e A vida de quem escreve, todas em versos.

Faleceu em 7 de janeiro de 2008.

(29/12/1931 – 12/08/2002)

Galdino Andrade nasceu no dia 29 de dezembro de 1931, na cidade de  Visconde do Rio Branco, Minas Gerais, filho do médico Vicente Andrade e da professora Luzia Lisboa Braga Andrade.

Fez as primeiras séries do curso primário no Grupo Escolar Dr. Carlos Soares, de Visconde do Rio Branco, e em seguida mudou-se com seus pais para a cidade de Rolândia – PR, no norte do Paraná, em 1940.

Fez todo o curo secundário no Colégio Paranaense-Internato,  na capital paranaense, onde ingressou em 1943, e em 1950 prestou exame vestibular na Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais, na capital desse estado, onde se formou em 1954, sendo um dos oradores da turma.

A seguir, radicou-se na cidade de Maringá, onde instalou seu escritório de advocacia, em abril de 1955. Desde essa época, exerceu ininterruptamente a advocacia e o magistério. Foi professor, por mais de trinta anos, de Português e Literatura de Língua Portuguesa, no Colégio Estadual Gastão Vidigal. Também lecionou na Universidade Estadual de Maringá, dando aulas de Direito Civil.

Escritor, dedicou-se à literatura desde o Curso Secundário, no Colégio Paranaense-Internato, onde colaborou na redação do jornal mural, denominado “O Anchieta”, participando também das sessões literárias da Academia Anchieta, grêmio literário dos estudantes do colégio.

Ao seu primeiro livro de poemas, publicado em 1968, intitulado “Eu te Amo, Maringá!”, seguiram-se mais seis de poesia, contos e novelas: “Efêmero” (poemas), “Caminho Enluarado” (trovas), “Poeira Vermelha” (contos), “Rio do Tempo” (poemas), “Sementes da Esperança” (poemas), “Flores para Dalva” (novela), “Memórias de uma Mulher” (novela) e “Vila Paraíso” (romance).

Deixou, ainda, duas obras inéditas, que a família pretende publicar: “Sonhos Mortos” (contos) e “Sem medo de Amar” (romance).

Foi membro atuante da União Brasileira de Escritores, seção de São Paulo, e da União dos Escritores de Maringá,  e também da Sociedade de Cultura Latina do Paraná, do Clube dos Trovadores de Maringá e da União Brasileira de Trovadores (UBT), seção de Maringá, onde sempre participou da Diretoria.

Presidiu a União dos Escritores de Maringá (UEMA) durante os anos de 1996 e 1997, até a fundação da Academia de Letras de Maringá, da qual foi membro fundador e também seu primeiro presidente.

Foi sócio-correspondente de inúmeras academias e entidades literárias, situadas no Brasil e no exterior, com cujos escritores se correspondia assiduamente, numa incesante troca de livros e opiniões acerca de movimentos e tendências literárias da atualidade, no Brasil e no mundo.

Detentor de inúmeras láureas literárias, recebeu honroso convite da Embaixada Americana, no Rio de Janeiro, para ter seus livros integrando a Biblioteca do Congresso, em Washington, D.C.

Participou de várias coletâneas e foi vencedor de dezenas de concursos literários por todo o Brasil, inclusive com haicais.

Jornalista, colaborou na redação da “Tribuna de Maringá”, de propriedade de Manoel Tavares, nos primórdios de Maringá, figurando depois como colaborador de “O Jornal de Maringá”, onde escrevia críticas literárias.

Foi, também, um dos fundadores da Associação dos Professores do Paraná e recebeu o título de Mérito Comunitário de Maringá.

Foi casado, desde 30 de janeiro de 1960,  com a professora Dylma Althair Castaldo Andrade, licenciada em História e Estudos Sociais pela Universidade Estadual de Maringá,  e teve três filhos: Galdino Andrade Filho, Vicente Florentino Castaldo Andrade e Marco Aurélio Castaldo Andrade.

Deixou ainda três netos: Vinícius Haddad Andrade, Luís Vicente Bora Andrade e Victor Bora Andrade.

Como era de sua vontade, o advogado, jornalista, professor, escritor , poeta, trovador e acadêmico Galdino Andrade faleceu em sua sempre amada Maringá, no dia 12 de agosto de 2002.

(1917 – 03/12/2002)

Odete Salata Mendes nasceu na cidade de Curitiba, no ano de 1917, filha de José Salata e Alexandrina Souza Salata.

Foi casada com Francisco Lopes Mendes, com quem teve quatro filhos: Maria de Lourdes, Almir, Rubens e Sandra Mara. Quando partiu, já haviam chegado os netos Marlon, Marise e Salmia, e os bisnetos Maysa, Marcela e Dario Neto.

Recebeu da Secretaria da Educação e Cultura do Estado do Paraná o diploma de Professora Primária, da Academia Paranaense de Comércio o diploma de Datilografia, da Escola Profissional de Artes para o Lar o diploma de Artes para o Lar, e certificados de participação em cursos diversos. Exerceu todas essas profissões com muito orgulho, prazer e amor, principalmente a de professora, tendo lecionado, por muitos anos, tanto no sul como no norte do estado do Paraná, aposentando-se em 1968.

Gostava muito de literatura, poesia e teatro. Interpretou muitos papéis em teatro e rádio amador. Participou de vários desfiles escolares e organizou muitas festas infantis, por todas as escolas que passou. Era uma excelente oradora, sempre requisitada pelas autoridades para conferir discursos e palestras de toda ordem, inclusive discursos políticos, religiosos e de formaturas.

Fez parte da União dos Escritores de Maringá e foi sócia fundadora da Academia de Letras de Maringá, ocupando a cadeira nº. 12, que tem Cruz e Souza como patrono.

Deixou-nos os livros de poesias: “Um Punhado de Saudade”, que publicou em 1997, e “Pedaços D’Alma”, publicado pela família, em 2003, em homenagem póstuma.

Faleceu, em Maringá, em 03 de dezembro de 2002.