Galdino Andrade nasceu no dia 29 de dezembro de 1931, na cidade de Visconde do Rio Branco, Minas Gerais, filho do médico Vicente Andrade e da professora Luzia Lisboa Braga Andrade.
Fez as primeiras séries do curso primário no Grupo Escolar Dr. Carlos Soares, de Visconde do Rio Branco, e em seguida mudou-se com seus pais para a cidade de Rolândia – PR, no norte do Paraná, em 1940.
Fez todo o curo secundário no Colégio Paranaense-Internato, na capital paranaense, onde ingressou em 1943, e em 1950 prestou exame vestibular na Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais, na capital desse estado, onde se formou em 1954, sendo um dos oradores da turma.
A seguir, radicou-se na cidade de Maringá, onde instalou seu escritório de advocacia, em abril de 1955. Desde essa época, exerceu ininterruptamente a advocacia e o magistério. Foi professor, por mais de trinta anos, de Português e Literatura de Língua Portuguesa, no Colégio Estadual Gastão Vidigal. Também lecionou na Universidade Estadual de Maringá, dando aulas de Direito Civil.
Escritor, dedicou-se à literatura desde o Curso Secundário, no Colégio Paranaense-Internato, onde colaborou na redação do jornal mural, denominado “O Anchieta”, participando também das sessões literárias da Academia Anchieta, grêmio literário dos estudantes do colégio.
Ao seu primeiro livro de poemas, publicado em 1968, intitulado “Eu te Amo, Maringá!”, seguiram-se mais seis de poesia, contos e novelas: “Efêmero” (poemas), “Caminho Enluarado” (trovas), “Poeira Vermelha” (contos), “Rio do Tempo” (poemas), “Sementes da Esperança” (poemas), “Flores para Dalva” (novela), “Memórias de uma Mulher” (novela) e “Vila Paraíso” (romance).
Deixou, ainda, duas obras inéditas, que a família pretende publicar: “Sonhos Mortos” (contos) e “Sem medo de Amar” (romance).
Foi membro atuante da União Brasileira de Escritores, seção de São Paulo, e da União dos Escritores de Maringá, e também da Sociedade de Cultura Latina do Paraná, do Clube dos Trovadores de Maringá e da União Brasileira de Trovadores (UBT), seção de Maringá, onde sempre participou da Diretoria.
Presidiu a União dos Escritores de Maringá (UEMA) durante os anos de 1996 e 1997, até a fundação da Academia de Letras de Maringá, da qual foi membro fundador e também seu primeiro presidente.
Foi sócio-correspondente de inúmeras academias e entidades literárias, situadas no Brasil e no exterior, com cujos escritores se correspondia assiduamente, numa incesante troca de livros e opiniões acerca de movimentos e tendências literárias da atualidade, no Brasil e no mundo.
Detentor de inúmeras láureas literárias, recebeu honroso convite da Embaixada Americana, no Rio de Janeiro, para ter seus livros integrando a Biblioteca do Congresso, em Washington, D.C.
Participou de várias coletâneas e foi vencedor de dezenas de concursos literários por todo o Brasil, inclusive com haicais.
Jornalista, colaborou na redação da “Tribuna de Maringá”, de propriedade de Manoel Tavares, nos primórdios de Maringá, figurando depois como colaborador de “O Jornal de Maringá”, onde escrevia críticas literárias.
Foi, também, um dos fundadores da Associação dos Professores do Paraná e recebeu o título de Mérito Comunitário de Maringá.
Foi casado, desde 30 de janeiro de 1960, com a professora Dylma Althair Castaldo Andrade, licenciada em História e Estudos Sociais pela Universidade Estadual de Maringá, e teve três filhos: Galdino Andrade Filho, Vicente Florentino Castaldo Andrade e Marco Aurélio Castaldo Andrade.
Deixou ainda três netos: Vinícius Haddad Andrade, Luís Vicente Bora Andrade e Victor Bora Andrade.
Como era de sua vontade, o advogado, jornalista, professor, escritor , poeta, trovador e acadêmico Galdino Andrade faleceu em sua sempre amada Maringá, no dia 12 de agosto de 2002.
*
VENCEDORES – Modalidade Soneto
*
PRECE
Inaudíveis murmúrios… as mãos postas…
O olhar pousado sobre a imagem santa…
Uma força maior que a angústia espanta,
pela dúvida em busca de respostas.
Um aperto de pranto na garganta
vem deixar minhas súplicas expostas;
mas o peso da fé sustento às costas,
porque o esteio da crença me levanta…
Milagroso é o momento em que a oração
esparge amor àquele que padece
e semeia de afeto o coração…
Bendigo todo o Bem que nos consagre,
que enxerte de indulgências nossa prece,
pois é o amor a essência do milagre!
Trato, trapaça, tipo temerário,
Tempos temidos, tropas, transigências…
Tremula um trapo em mastro solitário,
Trafegam, torpes, tristes influências…
Trevas, trovões, temor tonitruante,
Tensão, tragédia, turba turbulenta,
Terror terrestre, tráfego do mal…
Entrega tudo ao Todo-Dominante!
Traz, lá do Céu, o amor que dessedenta,
Tinge de cor tão negro temporal!
Josafá Sobreira da Silva
Rio de Janeiro – RJ
*
LEGADO
Quero deixar alguma coisa boa,
quando eu for habitar outro lugar…
Por isso, enquanto eu tenha que ficar,
não quero usar a minha vida à toa…
Quero viver o intérmino avatar
de quem, cada vez mais, se aperfeiçoa…
Eu quero ser, enfim, uma pessoa
de quem as outras gostem de lembrar…
Quero fazer meus versos mensageiros
de idéias e conceitos verdadeiros
que possam ser um grão, mas germinado…
Quero deixar, de mim, algo fecundo,
para deixar, quando eu deixar o mundo,
alguma coisa boa em meu legado…
Luna Fernandes
Rio de Janeiro – RJ
*
SONETO DA CORDIALIDADE
Ser qual ribeiro a deslizar sereno
num denso leito, em superfície fria,
que ao receber da brisa um beijo ameno,
envia à terra a doce melodia.
Ser como a rosa de perfil pequeno,
florindo, em cheio, a verde ramaria,
que, no soprar do vento, num aceno,
leva o seu cheiro até a serrania.
Ter um viver modesto, sem vaidade,
como um simples regato ou flor singela,
é ser fraterno; é ter felicidade.
É despir-se de toda a falsidade;
é praticar a comunhão mais bela,
vivendo a pura e sã CORDIALIDADE!
Pedro Viana Filho
Volta Redonda – RJ
*
A ESCOLHIDA
Fisicamente frágil. Pequenina…
Mas carregava um coração imenso…
- repleto de ternura, amor, incenso… -
e n’alma, o raio azul da Luz Divina!
Saía-lhe, da essência, a disciplina…
que nos serve de exemplo de bom-senso,
e nos abre um caminho largo e extenso…
… sem pistas para o acaso e para a sina!
Estrela esplendorosa e imaculada,
o seu amor, ao se espalhar no mundo,
deixou tanta fagulha pela estrada,
que até quem “crê” somente na razão,
às vezes, pode perceber no fundo…
seus reflexos… e às vezes, seu clarão!
Roberto Resende Vilela
Pouso Alegre – MG
*
MENÇÕES HONROSAS
*
SONHO CORDIAL
Tenho na vida um sonho fraternal
que espero, em ânsias, vê-lo florescer
antes que Deus decrete o Seu final
na história pessoal do meu viver.
Sonho um mundo mais justo, mais leal,
onde a cordialidade possa ser
uma espécie de língua universal
na qual os homens possam se entender.
Que, independente às cores das bandeiras,
idiomas, línguas, crenças e fronteiras,
todos os homens possam dar-se as mãos.
Que prevaleçam sobre a Humanidade
os preceitos saudáveis da amizade,
e o mundo seja um mundo só de irmãos!
Arlindo Tadeu Hagen
Juiz de Fora – MG
*
LUZ DA VIDA
Quando vires alguém desamparado,
não o olhes com desdém, mas com carinho.
Ao sentires alguém desesperado,
mostra as flores que existem no caminho…
Se encontrares alguém despreparado,
insiste a que reaja ao desalinho.
Se te preocupa alguém triste e cansado,
atende-o e não esperes teu vizinho…
Quando um irmão menor te bate à porta,
decerto é porque tem necessidade
e espera o gesto amigo que conforta…
E se, bondoso, acolhes a pedida,
acenderás a generosidade
que irá brilhar mais forte em tua vida!
Edmar Japiassú Maia
Rio de Janeiro – RJ
*
A ARTE DEFINIDA
Nós somos todos a expressão da arte!
Da arte de viver, driblar problemas…
De saber inventar diversos temas
E de espalhar amor por toda a parte.
Também fazer do ódio, um estandarte,
Onde o mal faça parte dos esquemas.
Que para produção de tais dilemas,
O homem faz de tudo, até que farte.
Nós somos a expressão de amor a tudo,
Se com dedicação, empenho, estudo,
Soubermos dar, de nós, o que é melhor.
Neste grande mistério que é a vida,
É Deus o grande mestre e definida,
A Arte se resume em dar Amor!
Emilia Peñalba de Almeida Esteves
Porto – Portugal
*
SE EU PUDESSE…
Se eu pudesse escrever uma cartilha
De conselhos, precisos, importantes,
Buscaria encontrar a tênue trilha
Que os homens bons não encontraram antes…
Se eu pudesse, em palavras bem sonantes,
Demonstrar o valor, que tanto brilha,
Dos avisos e alertas mais vibrantes,
Estaria feliz… que maravilha!…
Se eu pudesse entender a juventude,
Com seu jeito rebelde, sem quietude,
Falaria da sorte que nos traz,
Ter a vida pautada, a cada instante,
No respeito cordial ao semelhante,
Que a fineza no trato… é mãe da Paz.
Hermoclydes Siqueira Franco
Rio de Janeiro – RJ
*
SEJAMOS CORDIAIS
Saiu desesperado porta a fora,
reclamando da vida que vivia;
mas alguém quando o viu, naquela hora,
deu-lhe um sorriso e murmurou: bom dia!
Bom dia, respondeu… E, sem demora,
também sorriu para quem lhe sorria;
e descobriu, mais conformado agora,
que no mundo ainda existe a cortesia!
E enquanto prosseguia o seu caminho,
pensou: não é tão duro o meu castigo,
e o meu viver, tampouco, é tão mesquinho…
Eis a moral da história, resumida:
um gesto cordial, um riso amigo,
podem mudar os rumos de uma vida!
Modalidade Soneto
TROFÉU GALDINO ANDRADE
Galdino Andrade nasceu no dia 29 de dezembro de 1931, na cidade de Visconde do Rio Branco, Minas Gerais, filho do médico Vicente Andrade e da professora Luzia Lisboa Braga Andrade.
Fez as primeiras séries do curso primário no Grupo Escolar Dr. Carlos Soares, de Visconde do Rio Branco, e em seguida mudou-se com seus pais para a cidade de Rolândia – PR, no norte do Paraná, em 1940.
Fez todo o curo secundário no Colégio Paranaense-Internato, na capital paranaense, onde ingressou em 1943, e em 1950 prestou exame vestibular na Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais, na capital desse estado, onde se formou em 1954, sendo um dos oradores da turma.
A seguir, radicou-se na cidade de Maringá, onde instalou seu escritório de advocacia, em abril de 1955. Desde essa época, exerceu ininterruptamente a advocacia e o magistério. Foi professor, por mais de trinta anos, de Português e Literatura de Língua Portuguesa, no Colégio Estadual Gastão Vidigal. Também lecionou na Universidade Estadual de Maringá, dando aulas de Direito Civil.
Escritor, dedicou-se à literatura desde o Curso Secundário, no Colégio Paranaense-Internato, onde colaborou na redação do jornal mural, denominado “O Anchieta”, participando também das sessões literárias da Academia Anchieta, grêmio literário dos estudantes do colégio.
Ao seu primeiro livro de poemas, publicado em 1968, intitulado “Eu te Amo, Maringá!”, seguiram-se mais seis de poesia, contos e novelas: “Efêmero” (poemas), “Caminho Enluarado” (trovas), “Poeira Vermelha” (contos), “Rio do Tempo” (poemas), “Sementes da Esperança” (poemas), “Flores para Dalva” (novela), “Memórias de uma Mulher” (novela) e “Vila Paraíso” (romance).
Deixou, ainda, duas obras inéditas, que a família pretende publicar: “Sonhos Mortos” (contos) e “Sem medo de Amar” (romance).
Foi membro atuante da União Brasileira de Escritores, seção de São Paulo, e da União dos Escritores de Maringá, e também da Sociedade de Cultura Latina do Paraná, do Clube dos Trovadores de Maringá e da União Brasileira de Trovadores (UBT), seção de Maringá, onde sempre participou da Diretoria.
Presidiu a União dos Escritores de Maringá (UEMA) durante os anos de 1996 e 1997, até a fundação da Academia de Letras de Maringá, da qual foi membro fundador e também seu primeiro presidente.
Foi sócio-correspondente de inúmeras academias e entidades literárias, situadas no Brasil e no exterior, com cujos escritores se correspondia assiduamente, numa incesante troca de livros e opiniões acerca de movimentos e tendências literárias da atualidade, no Brasil e no mundo.
Detentor de inúmeras láureas literárias, recebeu honroso convite da Embaixada Americana, no Rio de Janeiro, para ter seus livros integrando a Biblioteca do Congresso, em Washington, D.C.
Participou de várias coletâneas e foi vencedor de dezenas de concursos literários por todo o Brasil, inclusive com haicais.
Jornalista, colaborou na redação da “Tribuna de Maringá”, de propriedade de Manoel Tavares, nos primórdios de Maringá, figurando depois como colaborador de “O Jornal de Maringá”, onde escrevia críticas literárias.
Foi, também, um dos fundadores da Associação dos Professores do Paraná e recebeu o título de Mérito Comunitário de Maringá.
Foi casado, desde 30 de janeiro de 1960, com a professora Dylma Althair Castaldo Andrade, licenciada em História e Estudos Sociais pela Universidade Estadual de Maringá, e teve três filhos: Galdino Andrade Filho, Vicente Florentino Castaldo Andrade e Marco Aurélio Castaldo Andrade.
Deixou ainda três netos: Vinícius Haddad Andrade, Luís Vicente Bora Andrade e Victor Bora Andrade.
Como era de sua vontade, o advogado, jornalista, professor, escritor , poeta, trovador e acadêmico Galdino Andrade faleceu em sua sempre amada Maringá, no dia 12 de agosto de 2002.
*
VENCEDORES – Modalidade Soneto
*
PRECE
Inaudíveis murmúrios… as mãos postas…
O olhar pousado sobre a imagem santa…
Uma força maior que a angústia espanta,
pela dúvida em busca de respostas.
Um aperto de pranto na garganta
vem deixar minhas súplicas expostas;
mas o peso da fé sustento às costas,
porque o esteio da crença me levanta…
Milagroso é o momento em que a oração
esparge amor àquele que padece
e semeia de afeto o coração…
Bendigo todo o Bem que nos consagre,
que enxerte de indulgências nossa prece,
pois é o amor a essência do milagre!
Edmar Japiassú Maia
Rio de Janeiro – RJ
*
TEMPOS SOMBRIOS
Tempo, templário, templo temporário,
Trágicos tempos, trôpegas tendências,
Tortuosos traços, tímidos santuários,
Tórridas torres, túrbidas demências…
Trato, trapaça, tipo temerário,
Tempos temidos, tropas, transigências…
Tremula um trapo em mastro solitário,
Trafegam, torpes, tristes influências…
Trevas, trovões, temor tonitruante,
Tensão, tragédia, turba turbulenta,
Terror terrestre, tráfego do mal…
Entrega tudo ao Todo-Dominante!
Traz, lá do Céu, o amor que dessedenta,
Tinge de cor tão negro temporal!
Josafá Sobreira da Silva
Rio de Janeiro – RJ
*
LEGADO
Quero deixar alguma coisa boa,
quando eu for habitar outro lugar…
Por isso, enquanto eu tenha que ficar,
não quero usar a minha vida à toa…
Quero viver o intérmino avatar
de quem, cada vez mais, se aperfeiçoa…
Eu quero ser, enfim, uma pessoa
de quem as outras gostem de lembrar…
Quero fazer meus versos mensageiros
de idéias e conceitos verdadeiros
que possam ser um grão, mas germinado…
Quero deixar, de mim, algo fecundo,
para deixar, quando eu deixar o mundo,
alguma coisa boa em meu legado…
Luna Fernandes
Rio de Janeiro – RJ
*
SONETO DA CORDIALIDADE
Ser qual ribeiro a deslizar sereno
num denso leito, em superfície fria,
que ao receber da brisa um beijo ameno,
envia à terra a doce melodia.
Ser como a rosa de perfil pequeno,
florindo, em cheio, a verde ramaria,
que, no soprar do vento, num aceno,
leva o seu cheiro até a serrania.
Ter um viver modesto, sem vaidade,
como um simples regato ou flor singela,
é ser fraterno; é ter felicidade.
É despir-se de toda a falsidade;
é praticar a comunhão mais bela,
vivendo a pura e sã CORDIALIDADE!
Pedro Viana Filho
Volta Redonda – RJ
*
A ESCOLHIDA
Fisicamente frágil. Pequenina…
Mas carregava um coração imenso…
- repleto de ternura, amor, incenso… -
e n’alma, o raio azul da Luz Divina!
Saía-lhe, da essência, a disciplina…
que nos serve de exemplo de bom-senso,
e nos abre um caminho largo e extenso…
… sem pistas para o acaso e para a sina!
Estrela esplendorosa e imaculada,
o seu amor, ao se espalhar no mundo,
deixou tanta fagulha pela estrada,
que até quem “crê” somente na razão,
às vezes, pode perceber no fundo…
seus reflexos… e às vezes, seu clarão!
Roberto Resende Vilela
Pouso Alegre – MG
*
MENÇÕES HONROSAS
*
SONHO CORDIAL
Tenho na vida um sonho fraternal
que espero, em ânsias, vê-lo florescer
antes que Deus decrete o Seu final
na história pessoal do meu viver.
Sonho um mundo mais justo, mais leal,
onde a cordialidade possa ser
uma espécie de língua universal
na qual os homens possam se entender.
Que, independente às cores das bandeiras,
idiomas, línguas, crenças e fronteiras,
todos os homens possam dar-se as mãos.
Que prevaleçam sobre a Humanidade
os preceitos saudáveis da amizade,
e o mundo seja um mundo só de irmãos!
Arlindo Tadeu Hagen
Juiz de Fora – MG
*
LUZ DA VIDA
Quando vires alguém desamparado,
não o olhes com desdém, mas com carinho.
Ao sentires alguém desesperado,
mostra as flores que existem no caminho…
Se encontrares alguém despreparado,
insiste a que reaja ao desalinho.
Se te preocupa alguém triste e cansado,
atende-o e não esperes teu vizinho…
Quando um irmão menor te bate à porta,
decerto é porque tem necessidade
e espera o gesto amigo que conforta…
E se, bondoso, acolhes a pedida,
acenderás a generosidade
que irá brilhar mais forte em tua vida!
Edmar Japiassú Maia
Rio de Janeiro – RJ
*
A ARTE DEFINIDA
Nós somos todos a expressão da arte!
Da arte de viver, driblar problemas…
De saber inventar diversos temas
E de espalhar amor por toda a parte.
Também fazer do ódio, um estandarte,
Onde o mal faça parte dos esquemas.
Que para produção de tais dilemas,
O homem faz de tudo, até que farte.
Nós somos a expressão de amor a tudo,
Se com dedicação, empenho, estudo,
Soubermos dar, de nós, o que é melhor.
Neste grande mistério que é a vida,
É Deus o grande mestre e definida,
A Arte se resume em dar Amor!
Emilia Peñalba de Almeida Esteves
Porto – Portugal
*
SE EU PUDESSE…
Se eu pudesse escrever uma cartilha
De conselhos, precisos, importantes,
Buscaria encontrar a tênue trilha
Que os homens bons não encontraram antes…
Se eu pudesse, em palavras bem sonantes,
Demonstrar o valor, que tanto brilha,
Dos avisos e alertas mais vibrantes,
Estaria feliz… que maravilha!…
Se eu pudesse entender a juventude,
Com seu jeito rebelde, sem quietude,
Falaria da sorte que nos traz,
Ter a vida pautada, a cada instante,
No respeito cordial ao semelhante,
Que a fineza no trato… é mãe da Paz.
Hermoclydes Siqueira Franco
Rio de Janeiro – RJ
*
SEJAMOS CORDIAIS
Saiu desesperado porta a fora,
reclamando da vida que vivia;
mas alguém quando o viu, naquela hora,
deu-lhe um sorriso e murmurou: bom dia!
Bom dia, respondeu… E, sem demora,
também sorriu para quem lhe sorria;
e descobriu, mais conformado agora,
que no mundo ainda existe a cortesia!
E enquanto prosseguia o seu caminho,
pensou: não é tão duro o meu castigo,
e o meu viver, tampouco, é tão mesquinho…
Eis a moral da história, resumida:
um gesto cordial, um riso amigo,
podem mudar os rumos de uma vida!
José Tavares de Lima
Juiz de Fora – MG