Festividades de Premiação do V Concurso Literário “Cidade de Maringá”
Programação aberta ao público:
DIA 24 / junho / 2011 (sexta-feira)
- Noite Cultural no Auditório Hélio Moreira – Paço Municipal
Início: 19h30.
· Lançamento da Coletânea 2011 da ALM.
· Lançamento do livro com os textos premiados.
· Lançamento do livro “Diários de Solidão”, de Carlos Brunno Barbosa (Valença – RJ).
· Lançamento do livro “Contos do Sol Nascente”, de André Kondo (Jundiaí – SP).
· Apresentação das crônicas premiadas.
· Espetáculo “Da Semente à Flor”, com o Coral Adulto da Fundação Luzamor.
* O jornalista e escritor Laurentino Gomes irá falar sobre “O Brasil de hoje, o renovado interesse pela história e a necessidade do uso de uma linguagem mais acessível para atrair o novo leitor que está entrando no mercado editorial”.
DIA 25 / junho / 2011 (sábado)
- Manhã Cultural no Auditório Joubert Carvalho – Biblioteca Municipal Bento Munhoz da Rocha Netto – Centro
Início: 09h30.
· Revoada de Trovas.
. Apresentação do músico Júlio Enrique Gómez e da poetisa Roza de Oliveira, de Curitiba – PR.
· Apresentação do Coral Cocamar.
· Meu Amigo Guimarães – Revivendo Guimarães Rosa, com o acadêmico Nivaldo Donizete Mossato.
- 19h30 – Solenidade de Premiação, no Hotel Metrópole – Bristol. Ao término da cerimônia, será servido o jantar (por adesão), com apresentação do Grupo Novo Trio.
* 25 escritores irão receber os troféus que levam os nomes de quatro homenageados: Emilio Germani (trovas), Antonio Mestriner (soneto), Cássia Arruda (poema livre) e Laurentino Gomes (crônica).
* No domingo, às 10h30, no Hotel Metrópole Bristol, Oração Ecumênica em Trovas, de autoria do poeta Antonio Augusto de Assis.
Os vencedores
Modalidade Trova: Troféu Emílio Germani: Arlindo Tadeu Hagen (Belo Horizonte – MG), Carolina Ramos (Santos – SP), Éderson Cardoso de Lima (Niterói – RJ), Héron Patrício (São Paulo – SP), Josafá Sobreira da Silva (Rio de Janeiro – RJ), José Ouverney (Pindamonhangaba – SP), Márcia J. de Barros Moreira (Juiz de Fora – MG), Maria Helena Oliveira Costa (Ponta Grossa – PR), Maria Lúcia Daloce (Bandeirantes – PR) e Neide Rocha Portugal (Bandeirantes – PR).
Modalidade Soneto: Troféu Antonio Mestriner: Alba Helena Corrêa (Niterói – RJ), Edmar Japiassú Maia (Rio de Janeiro – RJ), Gilson Faustino Maia (Petrópolis – RJ), José Messias Braz (Juiz de Fora – MG) e Lucília Alzira Trindade Decarli (Bandeirantes – PR).
Modalidade Crônica: Troféu Laurentino Gomes: André Telucazu Kondo (Jundiaí – SP), Élbea Priscila de Sousa e Silva (Caçapava – SP), Fábio Augusto Antea Rotilli (Maringá – PR), Renato Benvindo Frata (Paranavaí – PR) e Sebas Sundfeld (Tambaú – SP) .
*
Carlos Brunno Barbosa, autor de “Diários de Solidão”, tem outros 5 livros publicados: “Fim do fim do mundo” (1997), “Promessas desfeitas” (1997), “¿Note or not ser?” (2001), “O último adeus (ou o primeiro pra sempre), de 2001; e “Eu e outras províncias – Progressos e regressos”, de 2008. É professor de Português em Teresópolis – RJ, onde organiza projetos como o “Serra de Poemas”, em busca de talentos infanto-juvenis da cidade. Também é Sócio Correspondente da Academia Cachoeirense de Letras e já ganhou diversos concursos estaduais, nacionais e internacionais.
André Kondo, autor de “Contos do Sol Nascente”, morou e viajou pelas ilhas do Japão, mergulhando profundamente na alma japonesa, tentando encontrar a essência deste povo que flui em seu sangue.
Kondo também é autor dos livros “Além do Horizonte”, “Amor sem Fronteiras” (Prêmio Paulo Mendes Campos UBE-RJ) e “O Pequeno Samurai” (Menção Honrosa – Prêmio Nacional de Literatura João-de-Barro 2009).
Pós-graduado pela Universidade de Sidney – Austrália, aventurou-se pelos cinco continentes, viajando por 60 países. Este novo livro, “Contos do Sol Nascente”, foi publicado pela editora JBC e tem apoio do Programa de Ação Cultural da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo. Recebeu menção honrosa no Prêmio Esfera das Letras, de Portugal, contando com contos premiados em vários concursos literários. O projeto do livro é voltado totalmente para arrecadação de fundos e, no lançamento em Maringá, cada pessoa que doar R$10,00 à Rede Feminina de Combate ao Câncer (instituição escolhida pela ALM), ganhará um exemplar de “Contos do Sol Nascente”.
Maringá: belíssimo e progressista município do estado do Paraná, que só perde em população, para Curitiba e Londrina. Capital dos belos ipês; de uma fulgurante Catedral e palco, de dois em dois anos, de uma das mais concorridas festas culturais desse país: o “Concurso Literário Cidade de Maringá”, uma iniciativa (e patrocínio)da Academia de Letras, num esforço conjunto de seus membros, que não medem esforços nem gastos para que tal aconteça. Organização nota mil. Os próprios acadêmicos se encarregam de buscar e levar os visitantes na rodoviária e no aeroporto, atitude única, entre todas as cidades a que até hoje compareci. E todos se alojam em um excelente hotel, onde acontecem todos os eventos.
Denominado “Cidade-Canção”, graças à belíssima composição de Joubert de Carvalho, esta é Maringá, a quem dediquei, quando lá estive, em abril de 2007, esta trova:
Este abraço, esta emoção,
este jeito diferente…
–Maringá é uma canção
pulsando dentro da gente!
As premiações não se resumem a apenas uma modalidade literária: este ano, por exemplo, o tema “Celeiro” – único para todas as modalidades – está contemplando 10 nomes em Trova, 05 em Poema Livre, 05 em Soneto e outros 05 em Crônica.
Este colunista está duplamente feliz. Primeiro, porque tive meu nome entre os 10 trovadores, pela terceira vez consecutiva; segundo, porque, sabendo do enorme potencial de nossa poetisa Rhosana Dalle, que todo ano se posiciona entre os três primeiros no “Festipoema” e, além de fabulosa autora, é uma intérprete de primeiro nível, sugeri-lhe que participasse. Mesmo com pouco prazo, ela compôs o seu “Celeiro” e o enviou. Divulgados os resultados, esta semana, o nome de Rhosana figura entre os cinco vencedores. Fato que representa, duplamente, exaltar não apenas o município no qual moramos, como a própria Academia Pindamonhangabense de Letras, da qual ambos fazemos parte. Em data posterior divulgaremos a trova e o poema classificados, para apreciação de quem nos lê. As festividades ocorrerão nos dias 24, 25 e 26 de junho de 2011.
Finalizando, registro duas trovas imortais. Não exaltando a euforia e a alegria (e até um pouco de utopia) dos Natais mas a preocupação e a incerteza diante de tantas injustiças que vemos sobre a face da Terra:
Nascemos irmãos comuns,
mas a ambição e os engodos
puseram nas mãos de alguns
o mundo que era de todos!
JOSÉ MARIA MACHADO DE ARAÚJO
Que bom, meu Deus, se me desses,
de novo, a fé e a esperança
que eu tinha naquelas preces,
quando rezava em criança!
ELTON CARVALHO
Boas Festas, boas compras e muita paz, acima de tudo! Tchau!
*
LEMBRANDO EMÍLIO GERMANI
(22/06/1917 – 02/06/2010)
Emílio Germani nasceu em Capinzal – SC, no dia 22 de junho de 1917.
Rotariano desde 1948, no Rotary Club de Videira – SC. Filiado ao Rotary Club de Maringá desde a sua fundação.
Pioneiro de Maringá, desde 1950.
Deixou publicadas as obras:
1. Coletânea Rotária;
2. Encruzilhadas (autobiografia);
3. Fragmentos Históricos do Distrito 4630;
4. Retalhos da Vida;
5. Reminiscências Íntimas;
6. Folhas Esparsas (ensaios e poemas).
Emílio Germani ingressou na Academia de Letras de Maringá em 03 de dezembro de 2005, ocupando a Cadeira nº. 26, que tem como patrono o escritor Machado de Assis e como primeiro ocupante o escritor Galdino Andrade, que foi também o primeiro presidente da ALM.
O sentimento de todos os acadêmicos é o mesmo: uma tristeza que se mistura a um sentimento de gratidão pelo prazer e pelo privilégio de termos convivido mais intensamente com Emílio Germani durante esse período em que ele fez parte da ALM, porque ele foi, para todos, acima de tudo, uma luz e um exemplo de vida.
Enlutados pela perda de mais um confrade, levado de nós para outra dimensão, já sentimos o peso de uma grande saudade.
Essa consagrada trova do Assis define perfeitamente o que sentimos:
Ah! Que profunda saudade
invade uma Academia
a cada vez que um confrade
deixa a cadeira vazia…
VERSOS DE EMÍLIO GERMANI
PRECE PREVENTIVA
Só o Senhor sabe quando vai me chamar;
Ainda com tempo de lembrar minhas ilusões,
Enquanto sinto a beleza e o amor de aqui estar,
Vivendo as amizades da vida e as satisfações.
Dá-me ainda a oportunidade de fazer esta prece,
Na esperança de aplacar as culpas que cometi,
E alcançar o lugar que minha alma merece,
Grato pela misericórdia dos benefícios que recebi.
Senhor!
Agora que anotaste todos os erros meus,
Que extingui da juventude as ilusões.
Em Tua onipotência espero a graça de Deus,
Conservando toda a confiança e disposições.
Senhor!
Neste tempo de tantos desenganos que presenciei,
Ceticismos e desprezos dos valores morais,
Da boa fé e formação que da família herdei,
Deixo em Tuas Excelsas mãos meus instantes finais.
Senhor!
Agora que as forças começam a falhar,
Alerto o meu espírito e começo a raciocinar,
Embora me arrepie só de pensar,
Sei que quando Tu queres, a hora vai chegar,
Senhor!
Agora que aprendi a precariedade das coisas,
O limite das ambições e das lutas que vivera,
Reconheço minha pequenez e no meu ser sinto as brisas
Aguardando tranqüilo o destino que me espera.
Senhor!
Agora que já alcancei da vida o ponto audaz,
Com Elza constituí a família mais linda e querida,
Ajuda a mim e a ela envelhecermos em paz.
Suportar tudo, e receber de Ti a melhor acolhida.
Senhor!
Agora aumentam os cuidados ao meu redor
O constante zelo, o carinho e toda a atenção.
Advertindo sutilmente a minha consciência, o terror,
Que fatalmente meus derradeiros dias chegarão.
Senhor!
Agora com a vista turva e degenerada,
Pernas trôpegas, ouvidos moucos e vida dura,
Redobra minha força ao imprevisto dessa parada,
Ajuda-me tolerar com serenidade e fé segura.
Senhor!
Conceda-me a graça de não cair em atitudes avessas,
Não chorar o passado, nem duvidar do futuro,
Não perder o ânimo nem descrer de Tuas promessas,
Chegar digno e altivo ao termo que procuro.
Senhor!
Agora, sem saber quando e quem vai partir primeiro,
Entrego à Tua guarda meus amados familiares,
Bem assim cada confrade e confreira, amigos e companheiros,
A quem desejo felicidade total em suas ações e seus lares.
*
LEMBRANDO ANTONIO FACCI
(15/02/1941 – 10/03/2008)
Na estréia do site da ALM, não poderíamos deixar de fazer uma homenagem ao saudoso Antonio Facci, que tanto se dedicou à Academia de Letras de Maringá e com quem tivemos a honra e o privilégio de conviver.
O mérito da fundação da Academia de Letras de Maringá coube, entre outros acadêmicos, ao nosso primeiro presidente, o professor e escritor Galdino Andrade. Antonio Facci, porém, foi quem consolidou, deu vulto e projetou a Academia para todo o Brasil e até no exterior. É claro que ele não fez tudo sozinho, mas sua liderança era indiscutível e ele tinha o poder de aglutinar e motivar as pessoas que estavam ao seu lado.
Ao longo de sua atuação literária, Antonio Facci publicou 13 obras: “Mantenha acesa a chama da vida”, “Ex-passos”, “Do cio ao sombrio”, “Alento”, “Governadores – 30 anos”, “O soldado”, “Memórias de Prata”, “Queixas”, “Grafiteiro”, “Sem palavras”, “Parlamentar”, “Meus Passos no Leonismo” e “Paraíso e outros contos”. Com a mesma paixão, o mesmo carinho e a mesma competência, dedicava-se à prosa e à poesia, deixando um legado importantíssimo para a literatura maringaense.
Além de ser membro fundador da Academia de Letras de Maringá, ocupando a Cadeira nº.20, que tem como patrono Humberto de Campos, e ocupar o cargo de presidente da entidade de setembro de 2001 até seu falecimento em 10 de março de 2008, Antonio Facci também era titular da Cadeira nº.6 da Academia Brasileira de Leonismo, titular da Cadeira nº.20 da Academia Brasileira de Estudos e Pesquisas Literárias, patrono da cadeira nº.8 da Academia Umuaramense de Letras e Artes, e sócio da União Brasileira de Trovadores (UBT) – seção de Maringá.
Deixou dezenas de textos publicados em coletâneas, jornais e revistas literárias.
Detinha, ainda, várias honrarias na área literária: Medalha de Ouro, no Concurso de Contos promovido pela Revista Brasília, com o texto “Alípio e Isabel”; Medalha de Prata, no Concurso Nacional de Poesia promovido pela Revista Brasília, com o poema “Poros”; Diploma de Honra ao Mérito pelos serviços prestados à literatura nacional, outorgado pela Academia Goiânia de Letras; Medalha de Mérito Acadêmico pelos serviços prestados à literatura, outorgado pela Academia Brasileira de Estudos e Pesquisas Literárias; Medalha Juscelino Kubistchek de Oliveira, outorgada pela Academia Brasileira de Estudos e Pesquisas Literárias; Medalha de Mérito Cultural Arcádico – Euclides Pery Rodrigues, outorgado pela Arcádia de Artes e Ciências Estéticas do Rio de janeiro; entre outras.
Sétimo dos dez filhos Vergílio Facci e de Maria Morroni, descendentes de italianos, nascido no dia 15 de fevereiro de 1941, em Cedral – SP, Antonio Facci era Serventuário da Justiça. Ocupou uma vaga na Assembléia Legislativa nas legislaturas de 1975/1978 e de 1979/1982. Também foi vereador pela cidade de Maringá (1973/1976), tendo disputado a eleição para prefeito em 1982. Em 1973/1974 ele se licenciou da Câmara Municipal para ser o Presidente Fundador do SAOP – Serviço Autárquico de Obras e Pavimentação.
Homem público honrado que foi, obteve o reconhecimento daqueles que o elegeram, tanto que foi agraciado com os títulos de Cidadão Benemérito de Maringá, Cidadão Honorário de Floresta e Sarandi, e a menção de homenagem do Estado do Paraná.
Mesmo afastado da política de forma direta, nunca deixou de estar ligado à vida da comunidade, principalmente atuando como integrante do Lions Internacional, instituição da qual foi Governador do Distrito LD-6.
Tanto aqui deixou plantado, que centenas de pessoas estiveram na Câmara Municipal velando seu corpo e dando-lhe o último adeus.
Como disse o confrade A. A. de Assis, “foi uma perda irreparável para esta cidade e uma saudade que ficará eterna no coração de todos nós que tivemos o privilégio de com ele conviver”.
Saudades do Facci!
VERSOS DE ANTONIO FACCI
BARREIRAS
Romperam-se
As barreiras
Do tempo,
Ao ver sua silhueta.
Revivi os sonhos
Do menino-homem,
Abraçado à saudade
Do homem-menino.
(in: Coletânea da ALM, 2007)
***
Adormeceu suave,
alma pura.
Semblante sereno,
ternura.
Acordou feliz,
candura.
*
Viaja suave como a
pluma,
Sem temer do mar,
a espuma,
Feliz, feliz, feliz,
em suma.
(in: Suave – poemetos, 2007)
***
NATUREZA
Ouvindo o cantar dos passarinhos
E em cada som te encontrando,
Sinto a água do riacho
Nossos corpos tocando.
Os sons matinais da floresta
Toda a natureza em festa,
Transportam-me para o mar
Para dos golfinhos e baleias
Ouvir o murmurar.
Fico ouvindo embevecido
O som da chuva caindo
Página Inicial
Diretoria – triênio 2011/2014
Posse: 10 de setembro de 2011
Conselho Fiscal
Conselho Deliberativo
Assessorias
*
Festividades de Premiação do V Concurso Literário “Cidade de Maringá”
Programação aberta ao público:
DIA 24 / junho / 2011 (sexta-feira)
- Noite Cultural no Auditório Hélio Moreira – Paço Municipal
Início: 19h30.
· Lançamento da Coletânea 2011 da ALM.
· Lançamento do livro com os textos premiados.
· Lançamento do livro “Diários de Solidão”, de Carlos Brunno Barbosa (Valença – RJ).
· Lançamento do livro “Contos do Sol Nascente”, de André Kondo (Jundiaí – SP).
· Apresentação das crônicas premiadas.
· Espetáculo “Da Semente à Flor”, com o Coral Adulto da Fundação Luzamor.
* O jornalista e escritor Laurentino Gomes irá falar sobre “O Brasil de hoje, o renovado interesse pela história e a necessidade do uso de uma linguagem mais acessível para atrair o novo leitor que está entrando no mercado editorial”.
DIA 25 / junho / 2011 (sábado)
- Manhã Cultural no Auditório Joubert Carvalho – Biblioteca Municipal Bento Munhoz da Rocha Netto – Centro
Início: 09h30.
· Revoada de Trovas.
. Apresentação do músico Júlio Enrique Gómez e da poetisa Roza de Oliveira, de Curitiba – PR.
· Apresentação do Coral Cocamar.
· Meu Amigo Guimarães – Revivendo Guimarães Rosa, com o acadêmico Nivaldo Donizete Mossato.
- 19h30 – Solenidade de Premiação, no Hotel Metrópole – Bristol. Ao término da cerimônia, será servido o jantar (por adesão), com apresentação do Grupo Novo Trio.
* 25 escritores irão receber os troféus que levam os nomes de quatro homenageados: Emilio Germani (trovas), Antonio Mestriner (soneto), Cássia Arruda (poema livre) e Laurentino Gomes (crônica).
* No domingo, às 10h30, no Hotel Metrópole Bristol, Oração Ecumênica em Trovas, de autoria do poeta Antonio Augusto de Assis.
Os vencedores
Modalidade Trova: Troféu Emílio Germani: Arlindo Tadeu Hagen (Belo Horizonte – MG), Carolina Ramos (Santos – SP), Éderson Cardoso de Lima (Niterói – RJ), Héron Patrício (São Paulo – SP), Josafá Sobreira da Silva (Rio de Janeiro – RJ), José Ouverney (Pindamonhangaba – SP), Márcia J. de Barros Moreira (Juiz de Fora – MG), Maria Helena Oliveira Costa (Ponta Grossa – PR), Maria Lúcia Daloce (Bandeirantes – PR) e Neide Rocha Portugal (Bandeirantes – PR).
Modalidade Soneto: Troféu Antonio Mestriner: Alba Helena Corrêa (Niterói – RJ), Edmar Japiassú Maia (Rio de Janeiro – RJ), Gilson Faustino Maia (Petrópolis – RJ), José Messias Braz (Juiz de Fora – MG) e Lucília Alzira Trindade Decarli (Bandeirantes – PR).
Modalidade Poema Livre: Troféu Cássia Arruda: Antônio Rosalvo R. Accioly (Nova Friburgo – RJ), Carlos Brunno Silva Barbosa (Valença – RJ), Larí Franceschetto (Veranópolis – RS), Roberto Resende Vilela (Pouso Alegre – MG) e Rosana Dalle Leme Celidonio (Pindamonhangaba – SP).
Modalidade Crônica: Troféu Laurentino Gomes: André Telucazu Kondo (Jundiaí – SP), Élbea Priscila de Sousa e Silva (Caçapava – SP), Fábio Augusto Antea Rotilli (Maringá – PR), Renato Benvindo Frata (Paranavaí – PR) e Sebas Sundfeld (Tambaú – SP) .
*
Carlos Brunno Barbosa, autor de “Diários de Solidão”, tem outros 5 livros publicados: “Fim do fim do mundo” (1997), “Promessas desfeitas” (1997), “¿Note or not ser?” (2001), “O último adeus (ou o primeiro pra sempre), de 2001; e “Eu e outras províncias – Progressos e regressos”, de 2008. É professor de Português em Teresópolis – RJ, onde organiza projetos como o “Serra de Poemas”, em busca de talentos infanto-juvenis da cidade. Também é Sócio Correspondente da Academia Cachoeirense de Letras e já ganhou diversos concursos estaduais, nacionais e internacionais.
André Kondo, autor de “Contos do Sol Nascente”, morou e viajou pelas ilhas do Japão, mergulhando profundamente na alma japonesa, tentando encontrar a essência deste povo que flui em seu sangue.
Kondo também é autor dos livros “Além do Horizonte”, “Amor sem Fronteiras” (Prêmio Paulo Mendes Campos UBE-RJ) e “O Pequeno Samurai” (Menção Honrosa – Prêmio Nacional de Literatura João-de-Barro 2009).
Pós-graduado pela Universidade de Sidney – Austrália, aventurou-se pelos cinco continentes, viajando por 60 países. Este novo livro, “Contos do Sol Nascente”, foi publicado pela editora JBC e tem apoio do Programa de Ação Cultural da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo. Recebeu menção honrosa no Prêmio Esfera das Letras, de Portugal, contando com contos premiados em vários concursos literários. O projeto do livro é voltado totalmente para arrecadação de fundos e, no lançamento em Maringá, cada pessoa que doar R$10,00 à Rede Feminina de Combate ao Câncer (instituição escolhida pela ALM), ganhará um exemplar de “Contos do Sol Nascente”.
*
Coluna “Falando de Trova”, por José Ouverney
quarta-feira, 15 dezembro 2010
PORTAL R3 – Vale – Serra – Litoral
CIDADE-CANÇÃO
Maringá: belíssimo e progressista município do estado do Paraná, que só perde em população, para Curitiba e Londrina. Capital dos belos ipês; de uma fulgurante Catedral e palco, de dois em dois anos, de uma das mais concorridas festas culturais desse país: o “Concurso Literário Cidade de Maringá”, uma iniciativa (e patrocínio)da Academia de Letras, num esforço conjunto de seus membros, que não medem esforços nem gastos para que tal aconteça. Organização nota mil. Os próprios acadêmicos se encarregam de buscar e levar os visitantes na rodoviária e no aeroporto, atitude única, entre todas as cidades a que até hoje compareci. E todos se alojam em um excelente hotel, onde acontecem todos os eventos.
Denominado “Cidade-Canção”, graças à belíssima composição de Joubert de Carvalho, esta é Maringá, a quem dediquei, quando lá estive, em abril de 2007, esta trova:
Este abraço, esta emoção,
este jeito diferente…
–Maringá é uma canção
pulsando dentro da gente!
As premiações não se resumem a apenas uma modalidade literária: este ano, por exemplo, o tema “Celeiro” – único para todas as modalidades – está contemplando 10 nomes em Trova, 05 em Poema Livre, 05 em Soneto e outros 05 em Crônica.
Este colunista está duplamente feliz. Primeiro, porque tive meu nome entre os 10 trovadores, pela terceira vez consecutiva; segundo, porque, sabendo do enorme potencial de nossa poetisa Rhosana Dalle, que todo ano se posiciona entre os três primeiros no “Festipoema” e, além de fabulosa autora, é uma intérprete de primeiro nível, sugeri-lhe que participasse. Mesmo com pouco prazo, ela compôs o seu “Celeiro” e o enviou. Divulgados os resultados, esta semana, o nome de Rhosana figura entre os cinco vencedores. Fato que representa, duplamente, exaltar não apenas o município no qual moramos, como a própria Academia Pindamonhangabense de Letras, da qual ambos fazemos parte. Em data posterior divulgaremos a trova e o poema classificados, para apreciação de quem nos lê. As festividades ocorrerão nos dias 24, 25 e 26 de junho de 2011.
Finalizando, registro duas trovas imortais. Não exaltando a euforia e a alegria (e até um pouco de utopia) dos Natais mas a preocupação e a incerteza diante de tantas injustiças que vemos sobre a face da Terra:
Nascemos irmãos comuns,
mas a ambição e os engodos
puseram nas mãos de alguns
o mundo que era de todos!
JOSÉ MARIA MACHADO DE ARAÚJO
Que bom, meu Deus, se me desses,
de novo, a fé e a esperança
que eu tinha naquelas preces,
quando rezava em criança!
ELTON CARVALHO
Boas Festas, boas compras e muita paz, acima de tudo! Tchau!
*
LEMBRANDO EMÍLIO GERMANI
(22/06/1917 – 02/06/2010)
Emílio Germani nasceu em Capinzal – SC, no dia 22 de junho de 1917.
Rotariano desde 1948, no Rotary Club de Videira – SC. Filiado ao Rotary Club de Maringá desde a sua fundação.
Pioneiro de Maringá, desde 1950.
Deixou publicadas as obras:
1. Coletânea Rotária;
2. Encruzilhadas (autobiografia);
3. Fragmentos Históricos do Distrito 4630;
4. Retalhos da Vida;
5. Reminiscências Íntimas;
6. Folhas Esparsas (ensaios e poemas).
Emílio Germani ingressou na Academia de Letras de Maringá em 03 de dezembro de 2005, ocupando a Cadeira nº. 26, que tem como patrono o escritor Machado de Assis e como primeiro ocupante o escritor Galdino Andrade, que foi também o primeiro presidente da ALM.
O sentimento de todos os acadêmicos é o mesmo: uma tristeza que se mistura a um sentimento de gratidão pelo prazer e pelo privilégio de termos convivido mais intensamente com Emílio Germani durante esse período em que ele fez parte da ALM, porque ele foi, para todos, acima de tudo, uma luz e um exemplo de vida.
Enlutados pela perda de mais um confrade, levado de nós para outra dimensão, já sentimos o peso de uma grande saudade.
Essa consagrada trova do Assis define perfeitamente o que sentimos:
Ah! Que profunda saudade
invade uma Academia
a cada vez que um confrade
deixa a cadeira vazia…
VERSOS DE EMÍLIO GERMANI
PRECE PREVENTIVA
Só o Senhor sabe quando vai me chamar;
Ainda com tempo de lembrar minhas ilusões,
Enquanto sinto a beleza e o amor de aqui estar,
Vivendo as amizades da vida e as satisfações.
Dá-me ainda a oportunidade de fazer esta prece,
Na esperança de aplacar as culpas que cometi,
E alcançar o lugar que minha alma merece,
Grato pela misericórdia dos benefícios que recebi.
Senhor!
Agora que anotaste todos os erros meus,
Que extingui da juventude as ilusões.
Em Tua onipotência espero a graça de Deus,
Conservando toda a confiança e disposições.
Senhor!
Neste tempo de tantos desenganos que presenciei,
Ceticismos e desprezos dos valores morais,
Da boa fé e formação que da família herdei,
Deixo em Tuas Excelsas mãos meus instantes finais.
Senhor!
Agora que as forças começam a falhar,
Alerto o meu espírito e começo a raciocinar,
Embora me arrepie só de pensar,
Sei que quando Tu queres, a hora vai chegar,
Senhor!
Agora que aprendi a precariedade das coisas,
O limite das ambições e das lutas que vivera,
Reconheço minha pequenez e no meu ser sinto as brisas
Aguardando tranqüilo o destino que me espera.
Senhor!
Agora que já alcancei da vida o ponto audaz,
Com Elza constituí a família mais linda e querida,
Ajuda a mim e a ela envelhecermos em paz.
Suportar tudo, e receber de Ti a melhor acolhida.
Senhor!
Agora aumentam os cuidados ao meu redor
O constante zelo, o carinho e toda a atenção.
Advertindo sutilmente a minha consciência, o terror,
Que fatalmente meus derradeiros dias chegarão.
Senhor!
Agora com a vista turva e degenerada,
Pernas trôpegas, ouvidos moucos e vida dura,
Redobra minha força ao imprevisto dessa parada,
Ajuda-me tolerar com serenidade e fé segura.
Senhor!
Conceda-me a graça de não cair em atitudes avessas,
Não chorar o passado, nem duvidar do futuro,
Não perder o ânimo nem descrer de Tuas promessas,
Chegar digno e altivo ao termo que procuro.
Senhor!
Agora, sem saber quando e quem vai partir primeiro,
Entrego à Tua guarda meus amados familiares,
Bem assim cada confrade e confreira, amigos e companheiros,
A quem desejo felicidade total em suas ações e seus lares.
*
LEMBRANDO ANTONIO FACCI
(15/02/1941 – 10/03/2008)
Na estréia do site da ALM, não poderíamos deixar de fazer uma homenagem ao saudoso Antonio Facci, que tanto se dedicou à Academia de Letras de Maringá e com quem tivemos a honra e o privilégio de conviver.
O mérito da fundação da Academia de Letras de Maringá coube, entre outros acadêmicos, ao nosso primeiro presidente, o professor e escritor Galdino Andrade. Antonio Facci, porém, foi quem consolidou, deu vulto e projetou a Academia para todo o Brasil e até no exterior. É claro que ele não fez tudo sozinho, mas sua liderança era indiscutível e ele tinha o poder de aglutinar e motivar as pessoas que estavam ao seu lado.
Ao longo de sua atuação literária, Antonio Facci publicou 13 obras: “Mantenha acesa a chama da vida”, “Ex-passos”, “Do cio ao sombrio”, “Alento”, “Governadores – 30 anos”, “O soldado”, “Memórias de Prata”, “Queixas”, “Grafiteiro”, “Sem palavras”, “Parlamentar”, “Meus Passos no Leonismo” e “Paraíso e outros contos”. Com a mesma paixão, o mesmo carinho e a mesma competência, dedicava-se à prosa e à poesia, deixando um legado importantíssimo para a literatura maringaense.
Além de ser membro fundador da Academia de Letras de Maringá, ocupando a Cadeira nº.20, que tem como patrono Humberto de Campos, e ocupar o cargo de presidente da entidade de setembro de 2001 até seu falecimento em 10 de março de 2008, Antonio Facci também era titular da Cadeira nº.6 da Academia Brasileira de Leonismo, titular da Cadeira nº.20 da Academia Brasileira de Estudos e Pesquisas Literárias, patrono da cadeira nº.8 da Academia Umuaramense de Letras e Artes, e sócio da União Brasileira de Trovadores (UBT) – seção de Maringá.
Deixou dezenas de textos publicados em coletâneas, jornais e revistas literárias.
Detinha, ainda, várias honrarias na área literária: Medalha de Ouro, no Concurso de Contos promovido pela Revista Brasília, com o texto “Alípio e Isabel”; Medalha de Prata, no Concurso Nacional de Poesia promovido pela Revista Brasília, com o poema “Poros”; Diploma de Honra ao Mérito pelos serviços prestados à literatura nacional, outorgado pela Academia Goiânia de Letras; Medalha de Mérito Acadêmico pelos serviços prestados à literatura, outorgado pela Academia Brasileira de Estudos e Pesquisas Literárias; Medalha Juscelino Kubistchek de Oliveira, outorgada pela Academia Brasileira de Estudos e Pesquisas Literárias; Medalha de Mérito Cultural Arcádico – Euclides Pery Rodrigues, outorgado pela Arcádia de Artes e Ciências Estéticas do Rio de janeiro; entre outras.
Sétimo dos dez filhos Vergílio Facci e de Maria Morroni, descendentes de italianos, nascido no dia 15 de fevereiro de 1941, em Cedral – SP, Antonio Facci era Serventuário da Justiça. Ocupou uma vaga na Assembléia Legislativa nas legislaturas de 1975/1978 e de 1979/1982. Também foi vereador pela cidade de Maringá (1973/1976), tendo disputado a eleição para prefeito em 1982. Em 1973/1974 ele se licenciou da Câmara Municipal para ser o Presidente Fundador do SAOP – Serviço Autárquico de Obras e Pavimentação.
Homem público honrado que foi, obteve o reconhecimento daqueles que o elegeram, tanto que foi agraciado com os títulos de Cidadão Benemérito de Maringá, Cidadão Honorário de Floresta e Sarandi, e a menção de homenagem do Estado do Paraná.
Mesmo afastado da política de forma direta, nunca deixou de estar ligado à vida da comunidade, principalmente atuando como integrante do Lions Internacional, instituição da qual foi Governador do Distrito LD-6.
Tanto aqui deixou plantado, que centenas de pessoas estiveram na Câmara Municipal velando seu corpo e dando-lhe o último adeus.
Como disse o confrade A. A. de Assis, “foi uma perda irreparável para esta cidade e uma saudade que ficará eterna no coração de todos nós que tivemos o privilégio de com ele conviver”.
Saudades do Facci!
VERSOS DE ANTONIO FACCI
BARREIRAS
Romperam-se
As barreiras
Do tempo,
Ao ver sua silhueta.
Revivi os sonhos
Do menino-homem,
Abraçado à saudade
Do homem-menino.
(in: Coletânea da ALM, 2007)
***
Adormeceu suave,
alma pura.
Semblante sereno,
ternura.
Acordou feliz,
candura.
*
Viaja suave como a
pluma,
Sem temer do mar,
a espuma,
Feliz, feliz, feliz,
em suma.
(in: Suave – poemetos, 2007)
***
NATUREZA
Ouvindo o cantar dos passarinhos
E em cada som te encontrando,
Sinto a água do riacho
Nossos corpos tocando.
Os sons matinais da floresta
Toda a natureza em festa,
Transportam-me para o mar
Para dos golfinhos e baleias
Ouvir o murmurar.
Fico ouvindo embevecido
O som da chuva caindo
São os sons da natureza,
Envolvendo sua beleza.
(in: Coletânea da ALM, 2007)