Emílio Germani nasceu em Capinzal – SC, no dia 22 de junho de 1917.
Rotariano desde 1948, no Rotary Club de Videira – SC. Filiado ao Rotary Club de Maringá desde a sua fundação.
Pioneiro de Maringá, desde 1950.
Deixou publicadas as obras:
1. Coletânea Rotária;
2. Encruzilhadas (autobiografia);
3. Fragmentos Históricos do Distrito 4630;
4. Retalhos da Vida;
5. Reminiscências Íntimas;
6. Folhas Esparsas (ensaios e poemas).
Emílio Germani ingressou na Academia de Letras de Maringá em 03 de dezembro de 2005, ocupando a Cadeira nº. 26, que tem como patrono o escritor Machado de Assis e como primeiro ocupante o escritor Galdino Andrade, que foi também o primeiro presidente da ALM.
O sentimento de todos os acadêmicos é o mesmo: uma tristeza que se mistura a um sentimento de gratidão pelo prazer e pelo privilégio de termos convivido mais intensamente com Emílio Germani durante esse período em que ele fez parte da ALM, porque ele foi, para todos, acima de tudo, uma luz e um exemplo de vida.
Enlutados pela perda de mais um confrade, levado de nós para outra dimensão, já sentimos o peso de uma grande saudade.
Essa consagrada trova do Assis define perfeitamente o que sentimos:
Ah! Que profunda saudade
invade uma Academia
a cada vez que um confrade
deixa a cadeira vazia…
VERSOS DE EMÍLIO GERMANI
PRECE PREVENTIVA
Só o Senhor sabe quando vai me chamar;
Ainda com tempo de lembrar minhas ilusões,
Enquanto sinto a beleza e o amor de aqui estar,
Vivendo as amizades da vida e as satisfações.
Dá-me ainda a oportunidade de fazer esta prece,
Na esperança de aplacar as culpas que cometi,
E alcançar o lugar que minha alma merece,
Grato pela misericórdia dos benefícios que recebi.
Senhor!
Agora que anotaste todos os erros meus,
Que extingui da juventude as ilusões.
Em Tua onipotência espero a graça de Deus,
Conservando toda a confiança e disposições.
Senhor!
Neste tempo de tantos desenganos que presenciei,
Ceticismos e desprezos dos valores morais,
Da boa fé e formação que da família herdei,
Deixo em Tuas Excelsas mãos meus instantes finais.
Senhor!
Agora que as forças começam a falhar,
Alerto o meu espírito e começo a raciocinar,
Embora me arrepie só de pensar,
Sei que quando Tu queres, a hora vai chegar,
Senhor!
Agora que aprendi a precariedade das coisas,
O limite das ambições e das lutas que vivera,
Reconheço minha pequenez e no meu ser sinto as brisas
Aguardando tranqüilo o destino que me espera.
Senhor!
Agora que já alcancei da vida o ponto audaz,
Com Elza constituí a família mais linda e querida,
Ajuda a mim e a ela envelhecermos em paz.
Suportar tudo, e receber de Ti a melhor acolhida.
Senhor!
Agora aumentam os cuidados ao meu redor
O constante zelo, o carinho e toda a atenção.
Advertindo sutilmente a minha consciência, o terror,
Que fatalmente meus derradeiros dias chegarão.
Senhor!
Agora com a vista turva e degenerada,
Pernas trôpegas, ouvidos moucos e vida dura,
Redobra minha força ao imprevisto dessa parada,
Ajuda-me tolerar com serenidade e fé segura.
Senhor!
Conceda-me a graça de não cair em atitudes avessas,
Não chorar o passado, nem duvidar do futuro,
Não perder o ânimo nem descrer de Tuas promessas,
Chegar digno e altivo ao termo que procuro.
Senhor!
Agora, sem saber quando e quem vai partir primeiro,
Entrego à Tua guarda meus amados familiares,
Bem assim cada confrade e confreira, amigos e companheiros,
A quem desejo felicidade total em suas ações e seus lares.
*
LEMBRANDO ANTONIO FACCI
(15/02/1941 – 10/03/2008)
Na estréia do site da ALM, não poderíamos deixar de fazer uma homenagem ao saudoso Antonio Facci, que tanto se dedicou à Academia de Letras de Maringá e com quem tivemos a honra e o privilégio de conviver.
O mérito da fundação da Academia de Letras de Maringá coube, entre outros acadêmicos, ao nosso primeiro presidente, o professor e escritor Galdino Andrade. Antonio Facci, porém, foi quem consolidou, deu vulto e projetou a Academia para todo o Brasil e até no exterior. É claro que ele não fez tudo sozinho, mas sua liderança era indiscutível e ele tinha o poder de aglutinar e motivar as pessoas que estavam ao seu lado.
Ao longo de sua atuação literária, Antonio Facci publicou 13 obras: “Mantenha acesa a chama da vida”, “Ex-passos”, “Do cio ao sombrio”, “Alento”, “Governadores – 30 anos”, “O soldado”, “Memórias de Prata”, “Queixas”, “Grafiteiro”, “Sem palavras”, “Parlamentar”, “Meus Passos no Leonismo” e “Paraíso e outros contos”. Com a mesma paixão, o mesmo carinho e a mesma competência, dedicava-se à prosa e à poesia, deixando um legado importantíssimo para a literatura maringaense.
Além de ser membro fundador da Academia de Letras de Maringá, ocupando a Cadeira nº.20, que tem como patrono Humberto de Campos, e ocupar o cargo de presidente da entidade de setembro de 2001 até seu falecimento em 10 de março de 2008, Antonio Facci também era titular da Cadeira nº.6 da Academia Brasileira de Leonismo, titular da Cadeira nº.20 da Academia Brasileira de Estudos e Pesquisas Literárias, patrono da cadeira nº.8 da Academia Umuaramense de Letras e Artes, e sócio da União Brasileira de Trovadores (UBT) – seção de Maringá.
Deixou dezenas de textos publicados em coletâneas, jornais e revistas literárias.
Detinha, ainda, várias honrarias na área literária: Medalha de Ouro, no Concurso de Contos promovido pela Revista Brasília, com o texto “Alípio e Isabel”; Medalha de Prata, no Concurso Nacional de Poesia promovido pela Revista Brasília, com o poema “Poros”; Diploma de Honra ao Mérito pelos serviços prestados à literatura nacional, outorgado pela Academia Goiânia de Letras; Medalha de Mérito Acadêmico pelos serviços prestados à literatura, outorgado pela Academia Brasileira de Estudos e Pesquisas Literárias; Medalha Juscelino Kubistchek de Oliveira, outorgada pela Academia Brasileira de Estudos e Pesquisas Literárias; Medalha de Mérito Cultural Arcádico – Euclides Pery Rodrigues, outorgado pela Arcádia de Artes e Ciências Estéticas do Rio de janeiro; entre outras.
Sétimo dos dez filhos Vergílio Facci e de Maria Morroni, descendentes de italianos, nascido no dia 15 de fevereiro de 1941, em Cedral – SP, Antonio Facci era Serventuário da Justiça. Ocupou uma vaga na Assembléia Legislativa nas legislaturas de 1975/1978 e de 1979/1982. Também foi vereador pela cidade de Maringá (1973/1976), tendo disputado a eleição para prefeito em 1982. Em 1973/1974 ele se licenciou da Câmara Municipal para ser o Presidente Fundador do SAOP – Serviço Autárquico de Obras e Pavimentação.
Homem público honrado que foi, obteve o reconhecimento daqueles que o elegeram, tanto que foi agraciado com os títulos de Cidadão Benemérito de Maringá, Cidadão Honorário de Floresta e Sarandi, e a menção de homenagem do Estado do Paraná.
Mesmo afastado da política de forma direta, nunca deixou de estar ligado à vida da comunidade, principalmente atuando como integrante do Lions Internacional, instituição da qual foi Governador do Distrito LD-6.
Tanto aqui deixou plantado, que centenas de pessoas estiveram na Câmara Municipal velando seu corpo e dando-lhe o último adeus.
Como disse o confrade A. A. de Assis, “foi uma perda irreparável para esta cidade e uma saudade que ficará eterna no coração de todos nós que tivemos o privilégio de com ele conviver”.
Saudades do Facci!
VERSOS DE ANTONIO FACCI
BARREIRAS
Romperam-se
As barreiras
Do tempo,
Ao ver sua silhueta.
Revivi os sonhos
Do menino-homem,
Abraçado à saudade
Do homem-menino.
(in: Coletânea da ALM, 2007)
***
Adormeceu suave,
alma pura.
Semblante sereno,
ternura.
Acordou feliz,
candura.
*
Viaja suave como a
pluma,
Sem temer do mar,
a espuma,
Feliz, feliz, feliz,
em suma.
(in: Suave – poemetos, 2007)
***
NATUREZA
Ouvindo o cantar dos passarinhos
E em cada som te encontrando,
Sinto a água do riacho
Nossos corpos tocando.
Os sons matinais da floresta
Toda a natureza em festa,
Transportam-me para o mar
Para dos golfinhos e baleias
Ouvir o murmurar.
Fico ouvindo embevecido
O som da chuva caindo
Página Inicial
V Concurso Literário “Cidade de Maringá” – regulamento
*
LEMBRANDO EMÍLIO GERMANI
(22/06/1917 – 02/06/2010)
Emílio Germani nasceu em Capinzal – SC, no dia 22 de junho de 1917.
Rotariano desde 1948, no Rotary Club de Videira – SC. Filiado ao Rotary Club de Maringá desde a sua fundação.
Pioneiro de Maringá, desde 1950.
Deixou publicadas as obras:
1. Coletânea Rotária;
2. Encruzilhadas (autobiografia);
3. Fragmentos Históricos do Distrito 4630;
4. Retalhos da Vida;
5. Reminiscências Íntimas;
6. Folhas Esparsas (ensaios e poemas).
Emílio Germani ingressou na Academia de Letras de Maringá em 03 de dezembro de 2005, ocupando a Cadeira nº. 26, que tem como patrono o escritor Machado de Assis e como primeiro ocupante o escritor Galdino Andrade, que foi também o primeiro presidente da ALM.
O sentimento de todos os acadêmicos é o mesmo: uma tristeza que se mistura a um sentimento de gratidão pelo prazer e pelo privilégio de termos convivido mais intensamente com Emílio Germani durante esse período em que ele fez parte da ALM, porque ele foi, para todos, acima de tudo, uma luz e um exemplo de vida.
Enlutados pela perda de mais um confrade, levado de nós para outra dimensão, já sentimos o peso de uma grande saudade.
Essa consagrada trova do Assis define perfeitamente o que sentimos:
Ah! Que profunda saudade
invade uma Academia
a cada vez que um confrade
deixa a cadeira vazia…
VERSOS DE EMÍLIO GERMANI
PRECE PREVENTIVA
Só o Senhor sabe quando vai me chamar;
Ainda com tempo de lembrar minhas ilusões,
Enquanto sinto a beleza e o amor de aqui estar,
Vivendo as amizades da vida e as satisfações.
Dá-me ainda a oportunidade de fazer esta prece,
Na esperança de aplacar as culpas que cometi,
E alcançar o lugar que minha alma merece,
Grato pela misericórdia dos benefícios que recebi.
Senhor!
Agora que anotaste todos os erros meus,
Que extingui da juventude as ilusões.
Em Tua onipotência espero a graça de Deus,
Conservando toda a confiança e disposições.
Senhor!
Neste tempo de tantos desenganos que presenciei,
Ceticismos e desprezos dos valores morais,
Da boa fé e formação que da família herdei,
Deixo em Tuas Excelsas mãos meus instantes finais.
Senhor!
Agora que as forças começam a falhar,
Alerto o meu espírito e começo a raciocinar,
Embora me arrepie só de pensar,
Sei que quando Tu queres, a hora vai chegar,
Senhor!
Agora que aprendi a precariedade das coisas,
O limite das ambições e das lutas que vivera,
Reconheço minha pequenez e no meu ser sinto as brisas
Aguardando tranqüilo o destino que me espera.
Senhor!
Agora que já alcancei da vida o ponto audaz,
Com Elza constituí a família mais linda e querida,
Ajuda a mim e a ela envelhecermos em paz.
Suportar tudo, e receber de Ti a melhor acolhida.
Senhor!
Agora aumentam os cuidados ao meu redor
O constante zelo, o carinho e toda a atenção.
Advertindo sutilmente a minha consciência, o terror,
Que fatalmente meus derradeiros dias chegarão.
Senhor!
Agora com a vista turva e degenerada,
Pernas trôpegas, ouvidos moucos e vida dura,
Redobra minha força ao imprevisto dessa parada,
Ajuda-me tolerar com serenidade e fé segura.
Senhor!
Conceda-me a graça de não cair em atitudes avessas,
Não chorar o passado, nem duvidar do futuro,
Não perder o ânimo nem descrer de Tuas promessas,
Chegar digno e altivo ao termo que procuro.
Senhor!
Agora, sem saber quando e quem vai partir primeiro,
Entrego à Tua guarda meus amados familiares,
Bem assim cada confrade e confreira, amigos e companheiros,
A quem desejo felicidade total em suas ações e seus lares.
*
LEMBRANDO ANTONIO FACCI
(15/02/1941 – 10/03/2008)
Na estréia do site da ALM, não poderíamos deixar de fazer uma homenagem ao saudoso Antonio Facci, que tanto se dedicou à Academia de Letras de Maringá e com quem tivemos a honra e o privilégio de conviver.
O mérito da fundação da Academia de Letras de Maringá coube, entre outros acadêmicos, ao nosso primeiro presidente, o professor e escritor Galdino Andrade. Antonio Facci, porém, foi quem consolidou, deu vulto e projetou a Academia para todo o Brasil e até no exterior. É claro que ele não fez tudo sozinho, mas sua liderança era indiscutível e ele tinha o poder de aglutinar e motivar as pessoas que estavam ao seu lado.
Ao longo de sua atuação literária, Antonio Facci publicou 13 obras: “Mantenha acesa a chama da vida”, “Ex-passos”, “Do cio ao sombrio”, “Alento”, “Governadores – 30 anos”, “O soldado”, “Memórias de Prata”, “Queixas”, “Grafiteiro”, “Sem palavras”, “Parlamentar”, “Meus Passos no Leonismo” e “Paraíso e outros contos”. Com a mesma paixão, o mesmo carinho e a mesma competência, dedicava-se à prosa e à poesia, deixando um legado importantíssimo para a literatura maringaense.
Além de ser membro fundador da Academia de Letras de Maringá, ocupando a Cadeira nº.20, que tem como patrono Humberto de Campos, e ocupar o cargo de presidente da entidade de setembro de 2001 até seu falecimento em 10 de março de 2008, Antonio Facci também era titular da Cadeira nº.6 da Academia Brasileira de Leonismo, titular da Cadeira nº.20 da Academia Brasileira de Estudos e Pesquisas Literárias, patrono da cadeira nº.8 da Academia Umuaramense de Letras e Artes, e sócio da União Brasileira de Trovadores (UBT) – seção de Maringá.
Deixou dezenas de textos publicados em coletâneas, jornais e revistas literárias.
Detinha, ainda, várias honrarias na área literária: Medalha de Ouro, no Concurso de Contos promovido pela Revista Brasília, com o texto “Alípio e Isabel”; Medalha de Prata, no Concurso Nacional de Poesia promovido pela Revista Brasília, com o poema “Poros”; Diploma de Honra ao Mérito pelos serviços prestados à literatura nacional, outorgado pela Academia Goiânia de Letras; Medalha de Mérito Acadêmico pelos serviços prestados à literatura, outorgado pela Academia Brasileira de Estudos e Pesquisas Literárias; Medalha Juscelino Kubistchek de Oliveira, outorgada pela Academia Brasileira de Estudos e Pesquisas Literárias; Medalha de Mérito Cultural Arcádico – Euclides Pery Rodrigues, outorgado pela Arcádia de Artes e Ciências Estéticas do Rio de janeiro; entre outras.
Sétimo dos dez filhos Vergílio Facci e de Maria Morroni, descendentes de italianos, nascido no dia 15 de fevereiro de 1941, em Cedral – SP, Antonio Facci era Serventuário da Justiça. Ocupou uma vaga na Assembléia Legislativa nas legislaturas de 1975/1978 e de 1979/1982. Também foi vereador pela cidade de Maringá (1973/1976), tendo disputado a eleição para prefeito em 1982. Em 1973/1974 ele se licenciou da Câmara Municipal para ser o Presidente Fundador do SAOP – Serviço Autárquico de Obras e Pavimentação.
Homem público honrado que foi, obteve o reconhecimento daqueles que o elegeram, tanto que foi agraciado com os títulos de Cidadão Benemérito de Maringá, Cidadão Honorário de Floresta e Sarandi, e a menção de homenagem do Estado do Paraná.
Mesmo afastado da política de forma direta, nunca deixou de estar ligado à vida da comunidade, principalmente atuando como integrante do Lions Internacional, instituição da qual foi Governador do Distrito LD-6.
Tanto aqui deixou plantado, que centenas de pessoas estiveram na Câmara Municipal velando seu corpo e dando-lhe o último adeus.
Como disse o confrade A. A. de Assis, “foi uma perda irreparável para esta cidade e uma saudade que ficará eterna no coração de todos nós que tivemos o privilégio de com ele conviver”.
Saudades do Facci!
VERSOS DE ANTONIO FACCI
BARREIRAS
Romperam-se
As barreiras
Do tempo,
Ao ver sua silhueta.
Revivi os sonhos
Do menino-homem,
Abraçado à saudade
Do homem-menino.
(in: Coletânea da ALM, 2007)
***
Adormeceu suave,
alma pura.
Semblante sereno,
ternura.
Acordou feliz,
candura.
*
Viaja suave como a
pluma,
Sem temer do mar,
a espuma,
Feliz, feliz, feliz,
em suma.
(in: Suave – poemetos, 2007)
***
NATUREZA
Ouvindo o cantar dos passarinhos
E em cada som te encontrando,
Sinto a água do riacho
Nossos corpos tocando.
Os sons matinais da floresta
Toda a natureza em festa,
Transportam-me para o mar
Para dos golfinhos e baleias
Ouvir o murmurar.
Fico ouvindo embevecido
O som da chuva caindo
São os sons da natureza,
Envolvendo sua beleza.
(in: Coletânea da ALM, 2007)